Minhas felicidades
Desejo intervalos de tristeza dentro do peito,
Pois, desde que assim tenho feito,
Descobrindo um punhado de defeito,
Comecei meu caminhar de perscrutar perfeito.
E é nesse andar estreito,
Jogando alegria no meu peito,
Nesse paradoxo imperfeito,
Descortino a felicidade que espreito.
E agora vou seguindo,
Minha vida sem pragmatismo,
Nessa ação de entremear.
Pois não quero viver me iludindo,
Na percepção do falso realismo,
Que só felicidade tem que reputar.